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Figura 11 – O setor saúde visto pela ótica da teoria da complexidade
Para simplificar, Chaves representou neste diagrama apenas oito
sistemas, que estabelecem entre si 28 relações bilaterais e várias outras
triangulares, quadrangulares, pentagonais, etc. As linhas simples, duplas
ou triplas representariam o grau de intensidade das relações que podem
ser estabelecidas entre os elementos.
Segundo Abreu Jr (1996), “(...) os nomes caos e complexidade,
como designação da busca de novas abordagens para lidar com a
realidade, andam tão juntos que chegam a se confundir. O mundo
apresenta interações tão dinâmicas, que as formas tradicionais de tratar
o conhecimento mostram-se muito aquém da compreensão da realidade
dessas interações”. No seu livro, o autor busca “(...) apresentar o
conhecimento como construção transdisciplinar em que participam e se
transformam reciprocamente personagens e cenário: homem, sociedade,
conhecimento e cultura (...) A complexidade desse processo está na própria
organização. Quanto mais aberta, mais dinâmica. Quanto mais dinâmica,
mais interações acontecem e mais complexidade surge”.
Independentemente das potencialidades do enfoque anterior,
sobre as quais não se dispõe, no momento, de elementos suficientes de
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